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Colecionadores expõem na Casa de Leitura de Cesar…
A segunda edição do certame revelou novas coleções e novos colecionadores. A validade da iniciativa que a Associação Villa Cesari tem vindo a realizar através do pelouro da cultura – VillaCul -, não só demonstra a versatilidade dos seus dirigentes, mas acima de tudo, e mais importante, mostra aos cesarenses e oliveirenses em geral, um novo rosto das gentes de Cesar que é o colecionismo.
Exposição: das máquinas de escrever e rótulos de garrafas de vinho
Por mais antagónico que possa ser, a segunda edição da exposição de colecionismo contou com duas coleções bem distintas: máquinas de escrever e rótulos de garrafas de vinho. Na verdade, as duas coleções, ambas de cesarenses, nada têm a ver uma com a outra.
A primeira, uma pequena mostra da evolução histórica das máquinas, desde do ano de 1889 até 1950. Um facto notável pelo “valioso” espólio histórico e patrimonial, que não deixou ninguém indiferente.

A segunda, de rótulos de garrafas de vinho, do colecionador Carmindo Pinho, também de grande qualidade, evidência a imensa originalidade de coleções, bem como o que de muito bom se faz, neste caso, em Cesar.  Quer a coleção de máquinas de escrever, também de um cesarense, quer a colecção de rótulos de garrafas de vinho, que estiveram patentes ao público entre os dias 14 e 15 de Abril, engradeceram não só os colecionadores, mas sobretudo a vila de Cesar e os cesarenses. O espólio de ambas coleções, muito dignificou o espaço magnífico da Casa da Leitura.
Casa da Leitura revela-se um espaço cívico ao serviço da cultura
Atualmente vive-se a “civilização do espetáculo”: do imediato e do acesso fácil e rápido ao sucesso individual. A cultura do conhecimento e da sabedoria é abafada pelo consumismo efémero de breves minutos de fama. A “civilização do espetáculo e o culto” do já, do aqui e agora, fazem do nosso mundo o paraíso das aparências. A cultura é consumida como um produto que se usa e que depois se descarta e se deita fora para logo a seguir adquirir um novo produto; é a cultura da informação mas da pouca formação.
Contudo, esta “civilização do espetáculo” pode ser contrariada com iniciativas culturais perseverantes, como é, por exemplo, o universo da cultura dos colecionadores. Ser colecionador não é um ato efémero, de sucesso fácil e rápido, pelo contrário, é sim um acontecimento contínuo e profundo sobre uma dada cultura, uma dada história e um caminho sem banalismo e frivolidade, da arte de colecionar.
Neste sentido, a Casa da Leitura em Cesar, para além de bom trabalho que desenvolve no âmbito da cultura sénior e juvenil, do mesmo modo, presta um serviço de excelência quando se dispõe e se abre a este género de iniciativas, porque ajuda a mostrar à comunidade o património cultural adquirido pela sabedoria e conhecimento ao longo de várias jornadas…
A Villa Cesari: Um evento que revela caráter e perseverança
A Associação Villa Cesari está a caminho do seu décimo quatro aniversário. Apesar da sua juventude, a dinâmica de progresso tem sido um movimento constante e fiel aos princípios orientadores que vêm desde a sua fundação, e que são a divulgação do património cultural, artístico, social, tradicional, desportivo e recreativo. No ato inaugural da segunda edição, Pedro Rodrigues salientou “capacidade fomentadora e energética da Villa Cesari através das suas secções e pelouros que, segundo este responsável, está imbuída de um espírito universal de cooperação e não de distinção ou de extinção”, porque a Villa Cesari está para servir Cesar e a comunidade em geral e não para se servir de Cesar.
De referir ainda, as palavras acolhedoras sobre a iniciativa de Hermínio Loureiro, presidente da Câmara, na sua passagem pela exposição.
Carlos Costa Gomes
(este texto encontra-se também disponível no Jornal Correio de Azeméis)


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